segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Carnaval de confete e serpentina na Bahia



Texto e Fotos: Calila das Mercês

Depois da Festa de Iemanjá, comecei a pensar onde eu iria passar o Carnaval. Por um momento, cogitei ir para o tradicional de Olinda e Recife, mas depois recebi um convite para conhecer as comemorações carnavalescas de Madre de Deus, localizada a 63 km da capital. Cidade pertencente a Região Metropolitana de Salvador, e é famosa pela águas calmas da praia e por está localizada em uma ilha na Baía de Todos os Santos. Embora, seja próxima a Salvador, a viagem dura aproximadamente uma hora e meia de ônibus.

Cores e alegria em oito dias de festa. Para quem gosta de fugir do maior carnaval do mundo, uma boa opção é o Carnaval Confete e Serpentina em Madre de Deus. Durante a noite do dia 6 de fevereiro, começaram as primeiras manifestações na Biblioteca Municipal onde foi montada a Central do Carnaval – local onde tinha informações sobre o carnaval, blocos e sobre a cidade.


Ao som do Bailinho de Quinta a comunidade participou de um grande Baile a Fantasia, e, na mesma noite, foi feita a escolha da “Rainha do Carnaval” (Taynar Fiúza de 18 anos), da “Princesa” (Dilma Menezes de 27 anos) e do “Rei Momo” (Luis Felipe de18 anos).
O madredeusense Durval Francisco Glória dos Santos, conhecido como Baga, participa do carnaval desde criança. “Desde menino participo da festa. Apesar de já ser aposentado, ainda participo e acho importantes estas manifestações culturais da minha cidade”, conta Baga, que a cada dia de festa usa uma fantasia diferente.

Durante todos os dias era possível ver as ruas movimentadas com mascarados, caretas, machinhas e blocos. Para a comerciante e turista, Solange Velame, Madre de Deus é um local tranquilo para passar o carnaval. “Aqui é um local muito bom. Tenho achado muito organizado. Todos brincam: de crianças a idosos. Gostei muito das machinhas. É uma opção para quem gosta do carnaval mais tradicional.”
Para a secretária de Cultura e Turismo, Silvandira Lessa, “Madre de Deus quer reviver os carnavais de antigamente. Mesmo depois do evento “Madre Verão”, que tínhamos uma média de 25 mil pessoas por finais de semana, vemos ainda a cidade cheia e já não se encontra vagas em hotéis e pousadas.”
Na programação de palco diversas bandas agitaram como Negra Cor, Rapina, Raiz de Cinco, Samba de Vovó, entre outras que tocaram marchinhas de carnaval, resgatando assim a cultura.
 Trinta blocos de iniciativa popular. Destaque para 'A Festa no Sítio', premiado bloco da 3ª idade que contagiou a população com alas e carros alegóricos com Emílias, Donas Bentas, Tias Nastácias, Viscondes de Sabugosas entre outros personagens do conhecido sítio da obra de Monteiro Lobato. O encerramento da festa foi com Bloco do Trabalhador na Quarta de Cinzas com os garis, agentes de trânsito e todos que trabalharam durante a festa ao som da Banda Pelé Apejo.

AMBULANTES
Na sexta (8 de fevereiro), um grupo de 30 ambulantes (vendedores de bebidas e comidas) aguardavam desde às 12h30, uma posição da Prefeitura, em relação o local de trabalho. Segundo alguns deles, que preferiram não divulgar seus nomes, foi cobrado 100 reais de cada um para ter direito ao alvará que permitiria a eles trabalharem de forma legal no Carnaval.
Muitos deles reclamavam da falta de fiscalização por parte da prefeitura que não proibiu outros vendedores ambulantes de ficarem com seus carrinhos na área de quem pagou. Somente às 16 horas foi liberada a lista com os locais de cada trabalhador, sendo a maioria moradores da cidade.
“O carnaval é bom, porque é a manifestação do povo, mesmo com tantos problemas, ainda sim temos a nossa tradição. Mas, ultimamente tem mais ambulante que folião. E não consegui vaga para trabalhar na praça”, desabafa a vendedora Gleibe Queiroz.


SOBRE MADRE
O município de Madre de Deus fica localizado na Região Metropolitana de Salvador, a 63 quilômetros da capital. Possui uma área de 11,141 quilômetros quadrados e população estimada em 15 mil habitantes.
O crescimento populacional possibilitou a emancipação em 13 de junho de 1989, desmembrando o município de Salvador. Madre de Deus sedia o Terminal Marítimo da Petrobras (Temadre). A empresa ocupa seis quilômetros de extensão da ilha, ou seja, mais de 50% de sua área. A principal fonte de renda são os royalties e ICMS recebidos das atividades petrolíferas na cidade. Outras atividades são a pesca artesanal e o turismo.


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